SOU e ESTOU...

SOU e ESTOU... Administrador, com CRA/PE 5379; Especialista em Gerência Empresarial - UNIVERSO/RJ; Consultor Contábil Financeiro UFPR/INDICARE; Consultor de Negócios; Perito Judicial e Extra Judicial; Prof. na Fundação Bradesco - FADURPE/UFRPE (Gestão Agropecuária e Agroindustrial, Empreendedorismo, Sustentabilidade e Administração Rural); Prof. de Espanhol; Palestrante e estudioso do Empreendedorismo, Associativismo e Cooperativismo, voltado para o DESENVOLVIMENTO LOCAL SUSTENTÁVEL.

terça-feira, 1 de julho de 2008

INOVAR NA ADM.: uma tendência comprovada

Por *Alberto Leite

Visitem o portal www.administradores.com.br

Com a chegada do grande varejo em nosso maravilhoso mundo da informática, não nos restou muita coisa a não ser avançar de uma forma diferente. Estudo recente realizado por CRN Brasil (principal revista para canais no mundo), feito com quatro macros regiões do mundo apontaram algumas tendências para o mercado. Lendo e relendo a pesquisa, estou fazendo aqui uma leitura latina dos resultados e trazendo a vocês as boas notícias, poucas diante de tudo, mas que se levadas a sério poderão nos trazer a luz que nos resta no fim do túnel.

Aí vão elas:

*Venda em setores – não há como negar que se confia muito mais nos...

*Melhorias na Gestão – empresas que querem se tornar sustentáveis devem...

*Novas Tecnologias – O mundo mudou. Fabricantes entregam a cada três...

*SMB – as chamadas pequenas e médias empresas são a grande bola...

*Geografia – todo mundo sabe que algumas regiões possuem...

*Nichos – quem nunca imaginou fazer uma empresa que só...

Embora pareça promessa de livro de auto-ajuda, a verdade é que poucos de nós fazem o que as seis tendências apontam.
É só escolher uma delas e acelerar.

MOTIVAÇÃO: É PESSOAL


Naísa Modesto

MOTIVAÇÃO: TAREFA PESSOAL E INTRANSFERÍVEL

A motivação é uma das competências mais difundidas e exigidas no ambiente corporativo. Uma das definições do dicionário para o ato de motivar é: despertar o interesse e o entusiasmo. Mas talvez essa definição conceitual não seja capaz de compreender toda a grandiosidade que envolve a motivação.
Primeiramente tratada como tarefa de líderes que precisavam extinguir de suas equipes a apatia e falta de obstinação, hoje já é compreendida como ferramenta de apoio - e não como solução milagrosa - para um grupo desmotivado. Mesmo assim, muitas empresas ainda restringem a motivação a dois tipos de aplicação, como explica o consultor comportamental Wilson Mileris:

· Por medo: o gestor administra pelo temor e sua característica de opressão inibe a criatividade e a participação. Perfil mais comum em empresas conservadoras;

· Por incentivo: o gestor propõe prêmios para a realização das tarefas, quaisquer que sejam elas, tornando os colaboradores dependentes deste tipo de compensação.


A contra-indicação desses métodos está, principalmente, na sua eficiência em longo prazo: ou a intimidação terá de ser maior ou os prêmios propostos aos funcionários terão de ser ajustados progressivamente, implicando em custos elevados. A recompensa financeira por um bom trabalho não deve assumir o papel de único elemento motivador do profissional.

Mileris também sugere a divisão da palavra para o melhor entendimento: motivação = motivos para ação. "Ninguém age sem ter uma razão, mesmo que seja uma motivação pequena. As pessoas podem fazer alguma coisa se tiverem um motivo", esclarece.

A idéia é identificar no profissional ou na equipe quais são as características envolvidas e analisar as metas destas pessoas para que seja possível saber de que modo é possível incentivá-las. Precisamos conhecer carências, desejos e necessidades para avaliar os focos de motivação. "Quando identificamos metas pessoais que possam ser preenchidas com ações que você possa desencadear, temos aí a automotivação. Como motivar uma pessoa? Identificando o que ela almeja para que possa ser atendida", explica Mileris.

Nesta forma de desencadeamento de ações, conseguimos uma equipe de automotivados, pessoas que têm seus objetivos bem claros e que lutam para alcançá-los.
Para esclarecer o termo automotivação, o autor e palestrante Roberto Recinella usa uma explicação bem simples: "É uma portinha que se abre dentro da pessoa. Não temos uma varinha de condão da motivação que vou encostar-se à pessoa e pronto: está motivada! Posso mostrar caminhos, mas é a pessoa que vai ter que trilhar".

Mas que caminhos são esses? Recinella destaca que é importante desenvolver o autoconhecimento para identificá-los. "Se você não sabe onde está, como posso te dizer para onde você deve ir?", observa.

Neste exercício, podemos incluir uma outra reflexão: trabalhamos demasiadamente na tentativa de acabar com nossos defeitos, enquanto esta energia deveria ser aplicada para desenvolver nossas habilidades ainda mais. "Você deve trabalhar para que essas coisas não atrapalhem seu desempenho profissional, mas você não terá um desempenho exemplar naquilo que não faz bem. Você deve se concentrar naquilo que realmente faz bem!", conclui.
Outro teste simples para testar seu autoconhecimento é tentar responder à pergunta do Dr. Jô Furlan, médico e palestrante: "Você sabe por que você levanta pela manhã?".

Ele explica que a maior parte das pessoas sempre responde à questão dizendo que se levantam porque têm contas a pagar. A experiência do especialista mostra que muitas pessoas não vivem mais, apenas sobrevivem.

Furlan completa: "Você tem de saber por que vai levantar de manhã, aquela razão que faz a pessoa se levantar a despeito da dúvida, do medo, da insegurança. Só cada um pode descobrir isso, e somente vai encontrar quando estiver disposto a procurar. A partir do momento que você descobrir o que te motiva, pode usar como quiser."

O CURRÍCULO VITAE, JÁ ERA!

Por Nelson Dutra - ACS Canoas - Imprensa Ulbra

Para trabalhar com estratégia é necessário ter em mãos as ferramentas mais modernas de gestão, além da informação. Essa é a conclusão que se chega após assistir a palestra de Marco Aurélio Vianna, que esteve na ULBRA Canoas para um encontro com alunos e professores de Administração e interessados em geral. De acordo com ele, por vivermos uma época de mudanças constantes, devemos buscar a atualização sempre.

Dessa forma, Marco Vianna propõe que todos rasguem os seus currículos. “Não interessa saber o que você fez há três ou quatro anos. Não existe mais currículo vitae, mas sim currículo anni”, comenta. Segundo o palestrante não dá para pensar em estratégia sem ter as competências e atitudes exigidas para aquele momento.

Outra barreira no planejamento estratégico é a quebra de paradigmas. Para o consultor, é muito difícil que as pessoas quebrem conceitos arraigados nas corporações (mas já obsoletos) em favor de ações modernas e competitivas. “Tem muita coisa do passado que acaba atrapalhando o futuro”, comenta. As universidades teriam papel fundamental nesse processo de reciclagem.

Isso porque o curso de Administração, no atual cenário, deve ser o mais generalista possível, pois “quem busca a especialização vai acabar sabendo muito de pouco”. Vianna salienta que o resumo da graduação deveria ser matéria obrigatória nos currículos de outros cursos, visto que praticamente tudo envolve gestão. Além disso, o professor tem papel cada vez mais importante na formação do aluno. “O grande mestre não é aquele que ensina, mas o que inspira”, afirma.

terça-feira, 3 de junho de 2008

O MUNDO PERFEITO

* Tom Coelho

"Busque a alta qualidade, não a perfeição."
(H. Jackson Brown Jr.)

Você é encarregado de preparar um determinado projeto. Em verdade, você mesmo candidatou-se a esta tarefa, pois conhece o assunto como poucos e está certo de que poderá contribuir com sua equipe. Assim, bastariam algumas horas de transpiração diante da tela do computador para produzir uma primeira versão do documento que seria apresentada aos seus pares, propiciando debates e a elaboração de uma versão posterior, mais densa e melhor estruturada.
Todavia, seu nível pessoal de exigência impede-o de redigir uma proposta sem antes promover todo um trabalho de pesquisa para embasar sua tese. Mas pesquisa demanda tempo, e o tempo é a matéria-prima mais escassa do mundo moderno. Passa-se uma semana, duas, um mês. O projeto não sai de seu pensamento e não vai para o papel. Você se angustia, perde o prazo e a credibilidade com seus colegas. E consigo mesmo.
O exemplo acima pode representar um projeto profissional. Pode também ilustrar um trabalho acadêmico ou mesmo uma ação filantrópica. O fato é que em qualquer um dos casos o desejo de fazer o último dilacerou a possibilidade de fazer o bom. E, no final das contas, nada foi concretizado, o que significa um resultado péssimo.
Convido você a fazer igual analogia com outros sonhos que já visitaram suas noites em vigília.
Livros
que não foram escritos, músicas que não foram compostas, poesias que não foram declamadas. Uma intervenção necessária durante uma reunião que foi contida por falta de ousadia. Uma declaração de amor reprimida porque você ainda não se sentia preparado.
Temos o mau hábito de esperar pelo mundo perfeito para tomar decisões. É como se decidíssemos cruzar a pé uma movimentada auto-estrada apenas quando todos os veículos parassem para permitir nossa passagem, sem a existência de qualquer sinalização que os obrigasse a tal ação.
Enquanto buscamos e ansiamos por este mundo perfeito, outras pessoas fazem o que é possível, com os recursos de que dispõem, dentro do tempo que lhes é concedido. E não raro acabam sendo bem-sucedidas. Então, ao observarmos o conteúdo de suas produções, colocamo-nos imediatamente a criticá-las, certos de que poderíamos ter alcançado um resultado muito mais satisfatório. Nós pensamos; elas agiram.
Observe como muito pode ser feito usando de pouco tempo e de muita simplicidade. Muitas vezes basta um telefonema de alguns minutos para dirimir uma dúvida, prestar um esclarecimento, obter uma dilação de prazo. De igual maneira, um e-mail redigido em uma fração de segundos pode aquietar o espírito de seu interlocutor e sepultar o risco de um desentendimento. Agradecimentos, por sua vez, devem ser prestados o quanto antes, ou tornam-se inócuos e desprovidos de sensibilidade.
Um livro pode ser escrito de uma só sentada ou capítulo a capítulo, dia após dia. Uma música pode ser composta num guardanapo de papel na mesa de um bar ou nas bordas de uma folha de jornal que repousa em seu colo dentro de um ônibus. Um poema pode ser oferecido em meio a um jantar ou dentro de um elevador que se desloca do terceiro piso para o subsolo.
O tempo certo para agir é agora. Não de qualquer jeito, não com mediocridade, mas com o máximo empenho possível. Amanhã, como diriam os espanhóis, é sempre o dia mais ocupado da semana.

Tom Coelho, com formação em Publicidade pela ESPM, Economia pela USP, especialização em Marketing pela Madia Marketing School e Qualidade de Vida no Trabalho pela USP, e mestrando em Gestão Integrada em Saúde do Trabalho e Meio Ambiente pelo Senac, é consultor, professor universitário, escritor e palestrante. Diretor da Infinity Consulting, Diretor Estadual do NJE/Ciesp e VP de Negócios da AAPSA.